Como já falamos antes, um sintoma de fato nos torna um todo, na medida em que concretiza no corpo aquilo que falta à consciência; esse processo não resolve em definitivo o problema, pois na consciência do ser humano é que acontece a percepção e elaboração de tudo que é vivenciado no dia a dia. Na verdade quando sentimos algum tipo de dor, ela acontece na verdade na consciência e não no corpo fisico. O que acontece é uma troca recíproca de efeitos entre a consciência e o corpo fisico para mostrar, conscientizar-nos e promover um aprendizado sobre como funcionamos no dia a dia.
Literalmente falando, o corpo é o lugar para onde transferimos a maioria dos nossos problemas emocionais, o corpo é o meio que quer nos mostrar o que de fato está doente. Quando somos rigidos e não desejamos reconhecer o que nos agustia, a dor permanece no corpo e na alma.
Imagine uma criança aprendendo lições de matemática e enquanto ela não assimila o aprendizado, a angústia toma conta da sua mente. Enquanto ela não compreender o que é ensinado, todo exercício para ela é uma experiência dolorosa. O mesmo acontece com o ser humano, enquanto não conseguirmos compreender o que acontece nas nossas emoções, vamos vivenciar dores físicas, porque somente com a compreensão do conflito que vivenciamos, vamos poder elaborar de fato o que nos aflige e assim ficaremos livres do desagradável efeito colateral. De modo análogo, então todo sintoma pode oferecer tanto um desafio como uma oportunidade de descobrir e entender o problema latente, ou problema que não se manisfesta por fora, igual a um filme que não foi revelado, voce sabe que ali existe uma foto, mas enquanto não for revelado, não se pode ver a foto real.
Antes que um problema se manifeste no corpo como sintoma, ele se apresenta na psique como tema, idéia, desejo ou fantasia. Quanto maior for a fantasia sobre o que sentimos, mais o sintoma ganha espaço e aumenta. A pessoa muito rigida , a que não aceita, não acredita, que nossas emoções reprimidas se transformam em sintomas no corpo físico, acaba por se transformar em um continente de auto-repressão das emoções, os seus impulsos são contidos e ela continua a viver com a convicção de que ''esses problemas'' não existem. Assim os sintomas são combatidos com tratamento medicamentoso somente e o conflito permanecendo na psique, vai levar à repetiçao dos sintomas até que o órgão adoeça gravemente e se torna numa doença crônica acarretando em mudanças físicas irreversíveis e passam denominar-se doenças incuráveis. Muitas vezes, mais cedo ou mais tarde essa doença pode até levar à morte. Vamos procurar entender mais sobre nossas emoções e nos ajudar a viver melhor para combater a morte antes do tempo ou diminuir nosso sofrimento desnecessário.
Continuaremos mais...