Páginas

sexta-feira, 8 de março de 2013

Usando o espelho...

Não somos responsáveis pelas emoções, mas sim, somos  responsáveis pelo que  fazemos com as emoções.



Segundo estatísticas,  sessenta a setenta por cento das manifestações físicas chamadas doenças, são oriundas de problemas emocionais e psicossomáticos. Sabemos que  temos todos os recursos e ferramentas necessárias para promoverem as mudanças desejadas. Podemos  acessar estas ferramentas e recursos e  através de pequenas atitudes e mudanças diárias podemos mudar nossa vida.

Ao recebermos algum tipo de emoção, do exterior para o nosso interior,  primeiramente absorvemos e interpretamos essas emoções e depois retornamos ao agente causador externo. Quando não as eliminamos, ou por bloqueio social ou de formação moral, ficamos com essas informações externas, acumuladas em nosso organismo(exemplo, raiva, humilhação, mágoa e etc), com certeza isso irá nos fazer mal.
 Muitas dessas energias  podem ser aliviadas quando  usamos nossa voz para eliminá-las e se assim não fazemos, vamos precisar usar outras formas para eliminá-las. Assim é que a mente as libera sob a forma de sintomas, e para cada tipo de emoção existe um  órgão  vital ligado a essa emoção. É exatamente nesse órgão que vai aparecer o sintoma. Cada sintoma se  refere a um   tipo de emoção que ficou retida, bloqueada.
 O nosso maior problema é, não nos permitirmos ver ou entrar em contato com esses nossos problemas, não gostamos de enxergá-los. Censuramos  e a censura é a mãe  da incoerência. Se censuramos é porque não praticamos o amor para conosco, isso significa que não aceitamos ver nossos erros  e assim apontamos esses erros em outros. 
É dificil ver e admitir nossos próprios erros, é mais fácil transferirmos esses erros e apontá-los em  outras pessoas. Isso é pura resistência da nossa parte. Porque resistimos em ver nossos erros? Pense...
Esses erros são transferidos para o nosso corpo em forma de sintomas, porque somos orgulhosos e não queremos admitir que erramos. A censura exagerada causa doenças no corpo, porque a doença é  uma contração do órgão, e quando tomamos o remédio indicado pelo medico, descontraimos o órgão doente e nos sentimos aliviados...mas, a doença volta tempos depois. 
Muitas vezes, ficamos nervosos e agressivos quando  nos sentimos doentes, ficamos irritados com as pessoas, como se tais pessoas não aceitassem aqueles nossos defeitos transferidos a ela. Sentimos mal estar com a doença em nosso corpo e ''inconscientemente'' culpamos as pessoas pelo que estamos sentindo.
Quando chega a doença, significa que algo está nos chamando a  atenção para nossa conduta. O que a doença está querendo nos dizer? É hora de irmos ao espelho e perguntar para a nossa própria imagem, para o nosso inconsciente, ''porque estou doente''?
Um certo senhor estava doente com angina no peito e ao saber do diagnóstico da doença, ficou desanimado, deprimido e sentiu logo desejo de morrer. Ao  ficar diante do espelho, ele tentou descobrir o porque desse desejo de morte; qual seria a mensagem que a doença queria dizer? Ao  conversar com o seu inconsciente, ele concluiu que a mensagem era falta de amor por si próprio.
 A solução então seria o perdão, seria ele se dar o direito de errar, perdoar-se pelos erros e deixar o orgulho de lado, procurando  entender porque errou.  Ele estava decepcionado porque descobriu que não era tão forte, quanto imaginava ser. Esse é um dos  mecanismos pelos quais uma emoção vira doença.
Se soubessemos a importancia das emoções em nossa saúde e mente, refletiriamos mais sobre nossa conduta de vida. O  amor e respeito por nós é  primordial para sabermos respeitar e amar nosso proximo. Só assim nossa vida estará em harmonia e evitaremos adoecer o corpo.
É necessário assumirmos o controle das nossas emoções e começar ''conscientemente'' e deliberadamente  a remodelar nossas experiências diárias e assim nos livrarmos das doenças. 
Seguimos adiante no assunto...

quinta-feira, 7 de março de 2013

Psique... emoções... como funciona.


 Reflexão


Vale a pena a tentativa  e não o receio;
Vale a pena discordar do melhor amigo
Vale a pena ser  o que for e aí...

Vale a pena confiar e nunca ter medo;
Vale a pena encarar e não fugir da realidade...
Ainda que haja fracasso, vale a pena lutar.

e não apoiá-lo em suas atitudes erradas;
Vale a pena corrigí-lo, 
Vale pena encarar-se no espelho e ver se está certo ou errado;
Vale a pena procurar ser o melhor e aí...

             Enfim...
Vale pena viver a vida,
Já que a vida não é tudo o que ela pode nos dar,
Mas sim tudo o que podemos dar por ela...
             (autor desconhecido)

Nossa mente, segundo Freud está dividida em tres partes ou sistemas: o inconsciente, o pré-consciente e o consciente. 
O consciente  pode ser comparada à luz do dia, é a parte mais próxima da superfície, quase em contato com o mundo exterior. Imagine-a como um depósito de  uma loja onde armazenamos  todo o conhecimento que  recebemos durante o dia. É onde se processam os pensamentos, onde se registra o que vimos, ouvimos, pensamos, sentimos e fazemos. Corresponde à noção que temos de nosso eu, ou seja, é aquilo que ''pensamos que somos''.
Depois dessa parte vamos para a zona de transição; imagine aí como se fosse o crepúsculo, entre a luz do dia e a escuridão da noite. É o nosso pré-consciente ou subconsciente, é uma terra de ninguém  a separar fronteiras, onde se pode armazenar nomes, idéias, fatos não utilizados no dia a dia, que podem ser lembrados ou não, utilizados ou não, semelhante a um arquivo morto. O  pré-consciente é o  mediador, que deixa a passagem livre, do material  guardado no inconsciente ou fecha essa passagem não permitindo que saia nada de lá e chegue até o consciente. É o local da censura, que se apresenta em dois tipos- a censura moral consciente e a censura inconsciente. Devemos  lembrar que essa parte também mantém um intercâmbio com o consciente e com o inconsciente. 
O inconsciente, então seria a ''noite''. Podemos chamá-lo de porão de toda vida psíquica, onde se  guarda tudo que é mantido fora da consciência por bloqueios internos. Aí guardamos as situações  vivenciadas sob forte emoção, tais como sentimento de culpa, que expulsamos da nossa consciência e assim elas permanecem guardadas nesse porão. Comparamos a um porão, que é onde se guardavam, em casas antigas,  tudo que fosse feio, imprestável, inutilizado, móveis velhos, pias e espelhos quebrados e etc... e que não podiam ficar à vista de visitas por exemplo. Era um local  sucatas que se amontoavam aí de modo que a parte superior da casa ficasse apresentável.
Infelizmente essas sucatas não ficam quietas no porão, elas  tentam voltar à luz do dia, ou seja, tentam voltar à consciência. Muitos dos sentimentos, emoções carregados de culpa e medo, que tentamos esquecer no inconsciente, estão sempre voltando à luz do dia, à consciência. Imagine se  guardássemos nesse porão, um bando de animais ferozes se debatendo e procurando sair ...

Pensem e reflitam um pouco e  no próximo bloco  continuaremos...





quarta-feira, 6 de março de 2013

Um mal se transforma em bem...


Certa vez um homem afastou-se para o deserto a fim de meditar e  buscar um encontro com Deus. De  repente um rato entrou e mordeu o seu  sapato. Aborrecido, o homem abriu os olhos e gritou com o rato: você está  perturbando a minha meditação. Respondeu o rato que estava com fome. O homem gritou ao rato: vá embora rato louco, eu estou procurando a união com Deus e você se atreve a me perturbar. O rato olha para o  homem e diz: como espera tornar-se um com Deus, se nem ao menos consegue tornar-se um comigo?

Podemos perceber pela história, que o ser humano em sua maioria vive doente porque  não consegue analisar seus problemas e entender que assim se tornará doente. A medicina convencional vê a doença como uma perturbação indesejada do ''estado natural da saúde'' e, consequentemente, não só tenta fazer o ''distúrbio'' desaparecer tão rápido quanto possível como também acha que sua principal missão é impedir que a doença tome conta das pessoas e as elimine de vez. Queremos aqui mostrar que a doença é muito mais que uma mera disfunção natural. 
De fato, a vida é um caminho repleto de constantes desilusões; uma ilusão depois da outra nos vão sendo tiradas até podermos suportar a verdade.  Ou seja;  devemos nos conscientizar de que a desesperança, a angustía, a ansiedade, o medo, a tristeza,  fazem parte do nosso cotidiano e devemos entender que esses problemas não nos  fazem bem. Não devem ser internalizados como algo que veio para nos destruir, então não devemos ficar cegos e vulneráveis a ponto  de deixar que esses problemas migrem para nosso corpo e se transformem em sintomas. A doença é honesta conosco  o tempo todo, ela nos mostra que algo está em desarmonia, mas a vaidade nos impede de enxergar o que nos incomoda e admitir que em muitos momentos nos iludimos e somos infelizes porque não aceitamos que estamos doentes, carentes da solução de nossos problemas emocionais.
 Não adianta fazermos todo esforço possível para erradicar a doença, porque a cada sintoma eliminado, aparecerá um novo sintoma, se não erradicarmos o mal que nos perturba. 
É a doença que torna os  homens passíveis de cura.  A doença é o ponto de mutação em que um mal se deixa transformar em bem. Para que isso possa ocorrer temos de baixar a guarda e, em vez de resistir, ouvir e ver o que a doença tem a nos dizer. Temos de ouvir a nós próprios e prestarmos atenção aos sintomas para captar a sua mensagem.
Vamos dar atenção aos sintomas como se eles fossem um professor que deseja nos ensinar algo sobre a nossa forma física. Vamos entender o sintoma como  algo supérfluo sem darmos a ele um  alto valor,  deixá-lo chegar à nossa consciência, para  assim enxergarmos o que está nos faltando.
 A cura do sintoma está associada  a uma  ampliação da consciência e a um amadurecimento pessoal. Se entrarmos em contato com o sintoma e descobrirmos como andam nossas emoções, chegaremos ao conflito que está nos incomodando e se  resolvermos esse conflito, resolveremos o que está por trás do sintoma e ele simplesmente desaparece do corpo físico.

Continuaremos...







segunda-feira, 4 de março de 2013

Conflitos, esse mal adoece...

Como falamos em polaridades, demonstramos através de  desenhos, onde se situa no cérebro o controle das nossas emoções,  desejo hoje falar que, embora nossas emoções são  responsáveis por nossas doenças, quero explicar que é evidente que existem casos em que algumas pessoas já nascem com alguns tipos de doenças ou com forte tendência hereditária a desenvolver algumas doenças e, em outros casos, algumas doenças são causadas por acidentes, e que nesses casos, as emoções não são responsáveis diretas por essas doenças ou sequelas. Nos casos do adoecer por problemas emocionais, problemas psicológicos, devemos buscar a paz interior para viver com harmonia  e assim não converter os problemas em doença.
Lembramos também, que podem acontecer doenças  por  contaminação direta com grande quantidade de microrganismos virulentos, caso por exemplo, de acidentes em laboratorio, e isso  dificilmente vai deixar de causar uma doença. Pessoas desnutridas, mal alimentadas, tambem podem ficar doentes, mesmo vivendo em harmonia e muita paz interior.
Mas podemos alimentar a idéia de que ninguem adoece por acaso, porque, como já mencionamos antes, em geral as doenças vem atender a uma necessidade interior do indivíduo. Observamos que loucos de hospicio, dificilmente adoecem de alguma doença orgânica, eles perambulam por lugares frios, com pouca ou nada de roupa no inverno gelado, vivem em  ambientes  promiscuos com sujeiras variadas, mas  não adoecem, porque ao perder o contato com a realidade, parecem ter perdido a necessidade de adoecer.
Também  percebemos que o alcoolismo , doença de dificil tratamento, porque, como  dizem os  alcoólicos anonimos, uma vez alcoólatra, sempre alcoólatra, em alguns casos, o doente deixa o vicio da bebida porque desenvolve uma doença grave do coração em decorrência do alcool, esses, param de beber com facilidade, e isso nos dá a impressão de que eles trocam a doença do alcool pela doença do coração, porque os conflitos internos vividos, continuam e foi por esses conflitos que ele buscou a bebida. Sendo assim,  ele só trocou de doença, mas os conflitos continuam os mesmos.
Quero aqui ressaltar que, se  a medicina conseguir curar uma doença, sem resolvermos os nossos conflitos internos, sem nos conscientizarmos do que nos  deixa emocionalmente desconfortável, logo ocorrerá a  cura de uma e  depois irá se apresentar um novo sintoma, uma outra doença vem para tomar lugar daquela que curou. Veja por exemplo: uma sra. desenvolveu câncer em um seio e o mesmo foi retirado durante o tratamento. Aparentemente ela ficou curada, mas, mais adiante, ela   desenvolveu novamente o cancêr, no outro seio. Isso nos alerta, de que ela ainda não  se conscientizou do conflito, do problema que a aflige e a leva a desenvolver um cancêr de mama. Esse conflito precisa ser localizado e,  ao  tomarmos consciencia a respeito do mesmo, devemos procurar resolvê-lo e assim  nos livrar do conflito e encontrar a cura, a cura do individuo.
Continuaremos desenvolvendo o mesmo assunto em abordagens ainda sobre as variadas doenças.