Páginas

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

CÂNCER... parte 2

Quase todas as regiões e órgãos do corpo podem ser afetados. Um neoplasma, algo novo está crescendo, ultrapassando limites. Porque isso?  Desgosto profundo, lesão não assimilada, enquanto vivenciamos um choque, nossas forças de defesas são bloqueadas tornando-se um desencadeador. Nosso sistema imunológico enfraquece e ocorre um colapso onde o mesmo elimina células cancerígenas num processo que a bem da verdade, ocorre com frequência. Algum problema destrutivo não reconhecido, prepara a base para a doença alojar-se e assim começamos a caranguejar em torno do tal problema, impedindo-nos de ir  em frente, de seguir nosso próprio caminho.
Em seguida deixamos de evoluir, de crescer e a degeneração chega, tamanho é o nosso afastamento da linha de desenvolvimento humano. As células cancerígenas tomam conta do corpo, elas funcionam como seres egoístas que querem tomar todo espaço  somente para si e dominam sem piedade. Nossa expressão de vida cai sem forças, nossas emoções ficam reprimidas, sem vitalidade nenhuma, o desgosto ali dormindo, desperta-se promovendo vida ás células cancerígenas.
Nossa censura torna-se decisiva na vida, nos culpamos  por não reagirmos, buscamos ser amados e encontramos o contrário desse amor tão desejado, perdemos o conceito de liberdade, da imortalidade, damos espaço para a repressão e deixamos de experimentar os limites, enfraquecemos os impulsos vitais, deixando de lado a adaptação social, esquecemos da lei do mais forte, deixamos de acotovelar para conseguir o nosso espaço vital.
O câncer domina, agride, e oprime, ele infiltra, invade, explora as células que se tornam escravas, quebra regras normais de convivência. Assim as células cancerígenas dominam  o nosso corpo em crescimento  contínuo, impõem, nos subordinam e essa é a vingança do nosso sistema imune, que permitimos ficar fragilizado, uma vez que deixamos de nos importar com nossos próprios interesses e ideais de vida. Deixamos de dar o salto ideal para frente, porque vivemos a tormenta do desgosto, da mágoa reprimida de maneira acentuada, valorizada, quando deveríamos estar fazendo  o contrário.  A partir disso tudo, ocorre a metástase, as células cancerígenas se espalhando como irmãs obscuras e desastrosas, como filiais  e sucursais, se expandindo pelo corpo sem a menor consideração, realizando somente seus próprios interesses, como pessoas explorando a terra ,sem limites. Onde está nossa consciência de que somos uma unidade grande, extensa e abarcadora? Nossa vontade de lutar e viver? Porque nos deixamos destruir dessa maneira? Se somos mais fortes,porque enfraquecemos nosso sistema imune? Porque alimentamos desgostos, rancor, mágoas profundas? É chegada a hora de uma  grande luta, de grande força interior, de grande busca de compreensão do que somos, de onde viemos e porque viemos e não nos atentamos para isso. É hora do nosso  balanço sobre tudo isso e somente assim nossa caminhada poderá ser modificada e  uma virada será a nossa razão de viver....

continuamos o assunto ainda mais...

segunda-feira, 29 de julho de 2013

''Câncer'' - PARTE 1

CÂNCER... Para entendermos o câncer é necessário raciocinarmos em termos analógicos (semelhança). Pensemos em uma árvore: esta sendo parte de um todo maior, como um  bosque que representa  um todo maior mas que também faz parte de um todo ainda maior, como a zona rural. O bosque é constituído por muitas árvores que são um todo menor, e o mesmo  vale por cada árvore isolada. Ela também faz parte do bosque que é a floresta maior, e ao mesmo tempo é composta por tronco, raízes e copa. A relação entre o tronco e a árvore é a mesma entre a árvore e o bosque,  ou entre o bosque e zona rural em que está. 
Cada ser humano é parte da raça humana, e ao mesmo tempo é  constituído de órgãos que não só  fazem parte de um ser humano, como simultaneamente são feitos de uma multiplicidade de células,  as quais por sua vez são partes do próprio órgão.
Cada ser humano espera que seus órgãos sempre funcionem bem, para que sua sobrevivência seja plena de saúde e longevidade. E o órgão espera que suas próprias células cumpram seu dever no que se refere à sua sobrevivência.
Na ordem hierárquica cada ser é um todo, seja uma célula, um órgão ou um ser humano. Se cada parte funcionar corretamente, uma parte não vai atingir a outra de maneira a prejudicá-la. Cada parte trabalhando corretamente, vai beneficiar a outra de modo organizado  e de tal modo a beneficiar o todo, o organismo. É como um Estado que pode sair-se bem mesmo que alguns cidadãos não trabalhem, ou não se comportem bem socialmente, se revoltando contra ele. Se a maioria trabalhar e se comportar bem, o Estado ainda não se sentirá ameaçado. Mas, se esse grupo aumentar, pode passar a ser uma ameça contínua ao todo, levando o Estado a a lutar bastante tempo para se defender, combatendo em nome da sua própria existência.
Pois bem, ao falar em câncer,vamos entender o mesmo  de maneira diferente, pois o corpo assiste como um  número crescente de suas células mudam de comportamento e, através de uma participação ativa, iniciam um processo e aumento sem limites, sendo o corpo um solo nutritivo ao hospedeiro indesejável.
A célula cancerosa não é como um vírus, ou bactéria ou uma toxina que vem de fora colocando o organismo em risco, ela é uma célula que atendia ao organismo com presteza e benefício. Mas, subitamente, ela toma outro rumo e começa a ter novos objetivos, objetivos próprios,  se diferenciando das demais células, encerrando suas atividades habituais, sem levar em consideração as demais células, se coloca em primeiro plano modificando o seu funcionamento.  Ela regride a um nível primitivo de existência,  como célula isolada,  rompe sua ligação com a unidade celular e, a partir daí, espalha-se com rapidez e indiferença caótica, se multiplicando e desrespeitando os limites do funcionamento do organismo, se infiltrando e construindo metástases  por toda parte, tão depressa que  os vasos sanguíneos não são mais capazes de manter um suprimento adequado de sangue. Estas células cancerosas só se detém, depois de terem literalmente devorado a pessoa que usaram como fonte de alimentação e com muito êxito.

(CONTINUAMOS A SEGUNDA PARTE NO PROXIMO BLOCO...)