Páginas

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Liberando expressões de choro...



Agora voltando  mais um pouco a falar sobre ''emoções'',  sabemos que ela engloba o sentir (afeto)  e como  expressamos esse sentimento. física e involuntariamente. É um fenômeno que acontece ao mesmo tempo na mente e no corpo. Vamos aqui falar sobre 3 das emoções: medo , ira e amor, porque delas derivam todas as outras.  O ódio, a vingança, o ciúme, a inveja e o desprezo  estão relacionados com a ira. Já o espanto, a ansiedade, a aflição, o pesar, o sobressalto e a intranquilidade estariam relacionados com o medo. A piedade, a tristeza, a afeição, a alegria, o entusiamo, a excitação sexual, derivam, ou estão relacionados com o amor. 
Para cada uma dessas emoções, temos um determinado tipo de  resposta corporal. Isso independe de nossa vontade, é um comando do sistema nervoso central. As situações citadas acima, medo , ira ou amor e suas correlatas, são sentidas por nosso organismo como uma situação de desequilibrio, portanto uma situação estressante. Sendo assim, todo nosso corpo  passa por uma agitação interna, sempre procurando por um  ponto de descarga e não encontrando esse ponto, os músculos ficam tensos e então irá descarregar em pontos onde não temos controle, ou seja: estômago, intestino. coração e vasos sanguíneos. Aliás, isso está sendo o mais comum em  nossa época. Os  homens de negócio,  políticos, grandes investidores, precisam ser frios e calculistas, os profissionais da saúde não podem se envolver com o sofrimento dos pacientes, as relações sociais devem ser objetivas e nada emocionais, reprimindo assim, suas emoções, não podendo expressar física e verbalmente o que sentem.
Em situações de sofrimento , de sufoco, de repressão das emoções, o chorar , as vezes até convulsivamente,  é um dos meios mais eficazes que dispomos para restabelecer o nosso equilíbrio interior quando ele se encontra abalado pela tristeza, pela cólera, pela dor e as vezes, até pela alegria e pelo amor.
Infelizmente o que nos foi ensinado, é tão somente, que  não devemos chorar, que devemos ''engolir'' o choro. Se uma criança cai ou se fere, se recebe uma repreensão por uma desobediência qualquer, a preocupação dos adultos, não é com o que a criança está sentindo e sim com que ela pare de chorar logo. Como se o fato de parar com o choro fosse resolver o que ela está sentindo física ou psiquicamente. Se for criança do sexo masculino, ainda é pior, porque ''homem não pode chorar''. Ao crescermos, essa situação fica ainda pior, porque adulto não pode chorar, isso é coisa de criança, (veja aí tambem a ambivalência do bloco anterior- quando criança não pode chorar e depois de adulto, chorar é coisa de criança).
Minha opinião é:  chorem quando sentirem necessidade, porque assim, como diz a linguagem popular, chorar faz bem para a alma e para o coração. O choro tem papel importante na nossa vida, é um excretor de impurezas, e promove o equilíbrio interior. Infelizmente, muitos ainda deixam o choro para o travesseiro ou  durante o banho, reprimem em dado momento, mas depois ainda encontram esse ponto  de apoio, pelo menos é uma saída. Adultos que não choram, podem apresentar sintomas de colite  ou úlcera. Chorem, isso faz bem, deixem livres as expressões das emoções como a risada, gargalhadas(reprimidas pela etiqueta social), assim você será o maior beneficiado.

Continuamos...