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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A consciência e a doença



A consciência é uma qualidade psíquica, atributo do espírito, da mente, ou do pensamento humano. Deriva do verbo ''ter conhecimento''. É o estado de estar ciente, tal como quando dizemos "estou ciente". A consciência se refere ao processamento das experiências que vivenciamos, como a sentimos e a percebemos.

Tanto na medicina como na linguagem comum se fala das mais diferentes doenças e isso é um mal entendido geral, pois, doença se pode usar somente no singular assim como não se pode usar a palavra saúdes, porque doença e saúde são conceitos singulares, elas se referem a um estado das pessoas, e não, como se costuma dizer, os órgãos e as partes do corpo, pois o corpo nunca está só doente ou só saudável, visto que no corpo se expressam as informações da consciência. O corpo nada faz por si mesmo, é só observar um cadáver. Sendo assim, mente e corpo unificados trabalham a favor ou contra o bem estar físico. A consciência está para o corpo assim como um programa de rádio está para um receptor.
Tudo que acontece no  corpo de um ser vivo, é resultado daquilo  que está se passando em sua mente. Recebemos muitas informações  no dia a dia e as transformamos,  criamos imagens para estas informações e as processamos em nossa mente, por  inúmeras  razões pessoais e de acordo como está estruturada a nossa personalidade. Por exemplo: o pulso e o coração seguem um determinado ritmo; a temperatura corporal é mantida num ritmo constante; as glândulas secretam os hormônios e os anticorpos são formados e isso não podemos explicar  em termos puramente materiais. Pelo contrário, cada uma delas corresponde a um  padrão de informação, cuja origem é a informação recebida e codificada por seus pensamentos. Quando as várias funções do corpo se desenvolvem em conjunto e de uma determinada maneira correta, dizemos que tudo está funcionando harmonioso, e a isso  damos o nome ''saúde''. Se uma das funções falha, ela compromete a harmonia do todo e então a denominamos de doença.
Portanto, a doença  é a perda relativa dessa harmonia, então  entendemos a doença como  um aviso de que o  corpo precisa voltar a essa harmonia para termos saúde. Por isso é uma insensatez afirmar que nosso corpo está doente, só o ser  humano pode estar doente e essa doença se manifesta no corpo em forma de sintomas. Se vamos ao teatro assistir a uma peça, a uma tragédia, não é o palco que é trágico, mas a peça teatral. Assim é o nosso corpo é o palco dos acontecimentos diários sentidos por nós e que é ampliado ou modificado de acordo  como sentimos esses acontecimentos. Há muitos tipos de sintomas e todos eles são a expressão de um  único e mesmo fato que denominamos doença e que sempre acontece na consciência de um ser humano. Assim como o corpo não pode viver sem uma consciência, ele também não pode ficar  ''doente'' sem a consciência.
A medicina acadêmica trata o sintoma mas não  se preocupa com a causa que provoca o  sintoma, condenando assim, o sintoma e levando a doença ao exílio da ausência do significado da mesma. Então o sinal que o corpo dá em forma de sintoma, fica sem significado, como por exemplo: se estamos viajando em  um carro ao qual julgamos estar em ordem, com bom funcionamento  para a tal viagem, de repente, acende no painel alguma  luz como aviso que alguma coisa deixou de funcionar bem no carro. Ficamos  preocupados com a tal luz e assim vamos logo procurar um tecnico para verificar o que deixou de funcionar no  carro. Se não procurarmos o técnico e  decidirmos desligar do painel, a luz acesa, ela não nos incomodará mais, portanto não ficaremos sabendo o motivo que a levou a ficar acesa e assim o carro segue com alguma parte não funcionando bem até que algo mais grave acontece com o carro. O nosso corpo faz a mesma coisa, surgem os sintomas como aviso de que algo deixou de funcionar corretamente. O que seria?...


Continuamos...







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