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terça-feira, 18 de junho de 2013

Doenças dos intestinos: constipação, diarréia e retocolite ulcerativa


Vamos aqui  falar sobre a influência das emoções nos intestinos.    Num passado longincuo o homem  podia contar com somente dois meios de fazer frente a situação de perigo: a agressão e a fuga física. Tanto para lutar em uma situação perigosa,  como para correr  da situação que estava enfrentando, era útil o corpo estar o mais leve possível.  Era possível muitas vezes  ocorrer a liberação dos esfincteres durante o enfrentamento de tais situações. Tanto no homem quanto no animal, podia acontecer a liberação da urina ou das fezes.
Ainda é comum , até nos dias de hoje, acontecer, em situações perigosas,  de medo ou tensão, pessoas apresentarem diarreia. Comentários conhecidos ainda se ouvem de vez em quando, ''Fulano até se ca... de tanto medo''. O nosso organismo não quer saber se  nossos tempos são modernos ou não, ele simplesmente reage da mesma maneira como antigamente. Cabe lembrar que não estamos falando sobre uma diarreia por alimentação inadequada, mas sim de quando temos situações difíceis de enfrentar com medo e angústia e desespero.
Durante esse enfrentamento o intestino  reage de duas maneiras: com a hiperdinâmica, aumentando os seus movimentos ou com a  hipodinâmica, diminuindo esses movimentos. No primeiro  caso ocorre a diarreia ou a necessidade de defecar várias vezes ao dia, embora isso possa ocorrer antecipadamente ao ser notificado da situação vindoura, para pessoas do tipo  mais agressivas e ativas.
Já, a reação hipodinâmica, com a diminuição da movimentação dos intestinos, à qual denominamos constipação intestinal, o famoso intestino preso, pode ocorrer nas pessoas que costumam guardar seus sentimentos, aquelas que engolem a raiva, reagindo ao medo com sentimento de derrota. Podem ser pessoas passivas, que  frequentemente se apresentam mau humoradas, mantendo um relacionamento áspero com os outros. São literalmente pessoas ''enfezadas'', cheias de fezes.
Agora falando de uma outra doença bem mais séria, a chamada retocolite ulcerativa, a inflamação crônica dos intestinos, incluindo aqui o cólon e o reto;  que também provoca muitas vezes a diarréia com evacuações sanguinolentas e dores abdominais. Assunto importante esse, porque é uma doença, chamada por Melo Filho de a rainha das doenças psicossomáticas, tal a sua importância. Essa ocorre , como regra, em pessoas com forte agressividade reprimida e dificuldade de exprimir suas emoções, sejam elas quais forem. São pessoas com forte relação de dependência com uma mãe exigente e controladora e por isso elas desenvolvem um ''eu'' frágil com a capacidade de auto-agressão à sua natureza imunológica.
São pessoas que apesar do medo da exigência da mãe controladora, preferem se agarrar a ela, em situações de perigo, como se precisassem usar novamente as fraldas. O intestino  é representado como o submundo e diarréia com sangue, que simboliza a força vital, formam uma guerra sangrenta  no interior da pessoa, uma luta contra si mesmo.  Sente-se como se  precisasse ''rastejar'' para merecer atenção e ser considerado bom menino. É uma pessoa com muito medo  de desenvolver a própria vida e a personalidade;  sente estar sempre suando frio de medo, borrando-se de medo, com sentimento de vergonha e dor. São pessoas com muito medo de encarar a vida, por isso vivem nessa eterna dependência com a figura materna, uma simbiose materna condicionada. Sofrem muito medo da solidão, permanecendo a uma  fase anterior, como se isso for trazer segurança.
O ideal é reverter esse quadro, lutando para desenvolver-se sozinho, sem dependências, vencendo esse lado sombra e buscando a coragem para discutir tudo e viver com as próprias forças. É necessário ser duro consigo  mesmo, criar uma disposição até então encostada nas sombras do viver. Assumir o compromisso de lutar e vencer perante aos outros e e fazer funcionar suas novas relações sem temor, dar uma lubrificada na vida, deixando a dependência para assumir a independência, ou seja, ter o poder sobre si mesmo com  garra e vitalidade. Desligar-se do submundo para descobrir o '' mundo superior iluminado'', não deixando o sangue, que simboliza a vitalidade se esvair nas feses, e regressar ao próprio reino e aprender a responder às exigências ou dasafios do destino.
Buscar as próprias forças  e lutar sem desistir, sem com isso, dominar  ou exercer o poder sobre os outros, mas reconciliar-se consigo mesmo e buscar a paz interior, realizando a transformação  com suas próprias forças, a partir das próprias forças. Saber dizer 'não'  com consciência e dizer 'sim' quando  tiver necessidade de fazê-lo.

Contuaremos adiante...









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