CÂNCER... Para entendermos o câncer é necessário raciocinarmos em termos analógicos (semelhança). Pensemos em uma árvore: esta sendo parte de um todo maior, como um bosque que representa um todo maior mas que também faz parte de um todo ainda maior, como a zona rural. O bosque é constituído por muitas árvores que são um todo menor, e o mesmo vale por cada árvore isolada. Ela também faz parte do bosque que é a floresta maior, e ao mesmo tempo é composta por tronco, raízes e copa. A relação entre o tronco e a árvore é a mesma entre a árvore e o bosque, ou entre o bosque e zona rural em que está.
Cada ser humano é parte da raça humana, e ao mesmo tempo é constituído de órgãos que não só fazem parte de um ser humano, como simultaneamente são feitos de uma multiplicidade de células, as quais por sua vez são partes do próprio órgão.
Cada ser humano espera que seus órgãos sempre funcionem bem, para que sua sobrevivência seja plena de saúde e longevidade. E o órgão espera que suas próprias células cumpram seu dever no que se refere à sua sobrevivência.
Na ordem hierárquica cada ser é um todo, seja uma célula, um órgão ou um ser humano. Se cada parte funcionar corretamente, uma parte não vai atingir a outra de maneira a prejudicá-la. Cada parte trabalhando corretamente, vai beneficiar a outra de modo organizado e de tal modo a beneficiar o todo, o organismo. É como um Estado que pode sair-se bem mesmo que alguns cidadãos não trabalhem, ou não se comportem bem socialmente, se revoltando contra ele. Se a maioria trabalhar e se comportar bem, o Estado ainda não se sentirá ameaçado. Mas, se esse grupo aumentar, pode passar a ser uma ameça contínua ao todo, levando o Estado a a lutar bastante tempo para se defender, combatendo em nome da sua própria existência.
Pois bem, ao falar em câncer,vamos entender o mesmo de maneira diferente, pois o corpo assiste como um número crescente de suas células mudam de comportamento e, através de uma participação ativa, iniciam um processo e aumento sem limites, sendo o corpo um solo nutritivo ao hospedeiro indesejável.
A célula cancerosa não é como um vírus, ou bactéria ou uma toxina que vem de fora colocando o organismo em risco, ela é uma célula que atendia ao organismo com presteza e benefício. Mas, subitamente, ela toma outro rumo e começa a ter novos objetivos, objetivos próprios, se diferenciando das demais células, encerrando suas atividades habituais, sem levar em consideração as demais células, se coloca em primeiro plano modificando o seu funcionamento. Ela regride a um nível primitivo de existência, como célula isolada, rompe sua ligação com a unidade celular e, a partir daí, espalha-se com rapidez e indiferença caótica, se multiplicando e desrespeitando os limites do funcionamento do organismo, se infiltrando e construindo metástases por toda parte, tão depressa que os vasos sanguíneos não são mais capazes de manter um suprimento adequado de sangue. Estas células cancerosas só se detém, depois de terem literalmente devorado a pessoa que usaram como fonte de alimentação e com muito êxito.
(CONTINUAMOS A SEGUNDA PARTE NO PROXIMO BLOCO...)
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