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quarta-feira, 6 de março de 2013

Um mal se transforma em bem...


Certa vez um homem afastou-se para o deserto a fim de meditar e  buscar um encontro com Deus. De  repente um rato entrou e mordeu o seu  sapato. Aborrecido, o homem abriu os olhos e gritou com o rato: você está  perturbando a minha meditação. Respondeu o rato que estava com fome. O homem gritou ao rato: vá embora rato louco, eu estou procurando a união com Deus e você se atreve a me perturbar. O rato olha para o  homem e diz: como espera tornar-se um com Deus, se nem ao menos consegue tornar-se um comigo?

Podemos perceber pela história, que o ser humano em sua maioria vive doente porque  não consegue analisar seus problemas e entender que assim se tornará doente. A medicina convencional vê a doença como uma perturbação indesejada do ''estado natural da saúde'' e, consequentemente, não só tenta fazer o ''distúrbio'' desaparecer tão rápido quanto possível como também acha que sua principal missão é impedir que a doença tome conta das pessoas e as elimine de vez. Queremos aqui mostrar que a doença é muito mais que uma mera disfunção natural. 
De fato, a vida é um caminho repleto de constantes desilusões; uma ilusão depois da outra nos vão sendo tiradas até podermos suportar a verdade.  Ou seja;  devemos nos conscientizar de que a desesperança, a angustía, a ansiedade, o medo, a tristeza,  fazem parte do nosso cotidiano e devemos entender que esses problemas não nos  fazem bem. Não devem ser internalizados como algo que veio para nos destruir, então não devemos ficar cegos e vulneráveis a ponto  de deixar que esses problemas migrem para nosso corpo e se transformem em sintomas. A doença é honesta conosco  o tempo todo, ela nos mostra que algo está em desarmonia, mas a vaidade nos impede de enxergar o que nos incomoda e admitir que em muitos momentos nos iludimos e somos infelizes porque não aceitamos que estamos doentes, carentes da solução de nossos problemas emocionais.
 Não adianta fazermos todo esforço possível para erradicar a doença, porque a cada sintoma eliminado, aparecerá um novo sintoma, se não erradicarmos o mal que nos perturba. 
É a doença que torna os  homens passíveis de cura.  A doença é o ponto de mutação em que um mal se deixa transformar em bem. Para que isso possa ocorrer temos de baixar a guarda e, em vez de resistir, ouvir e ver o que a doença tem a nos dizer. Temos de ouvir a nós próprios e prestarmos atenção aos sintomas para captar a sua mensagem.
Vamos dar atenção aos sintomas como se eles fossem um professor que deseja nos ensinar algo sobre a nossa forma física. Vamos entender o sintoma como  algo supérfluo sem darmos a ele um  alto valor,  deixá-lo chegar à nossa consciência, para  assim enxergarmos o que está nos faltando.
 A cura do sintoma está associada  a uma  ampliação da consciência e a um amadurecimento pessoal. Se entrarmos em contato com o sintoma e descobrirmos como andam nossas emoções, chegaremos ao conflito que está nos incomodando e se  resolvermos esse conflito, resolveremos o que está por trás do sintoma e ele simplesmente desaparece do corpo físico.

Continuaremos...







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